Guia de Boas Práticas Agrícolas

A TNC com o apoio da Bunge está lançando esse guia de Boas Práticas Agrícolas para impulsionar a cultura da conservação ambiental nas paisagens agrícolas e contribuir para colheitas fartas, perenes e, principalmente, sustentáveis.

Uma cuidadosa seleção de técnicas de agricultura sustentável recomendadas por pesquisadores, técnicos e produtores rurais como sendo fundamentais para a conservação dos recursos hídricos e para a consolidação de uma produção rural ambientalmente responsável.

Regularização Ambiental

Também conhecida como adequação ambiental, a regularização ambiental de imóveis rurais visa restaurar e conservar as chamadas Áreas de Preservação Permanente (APPs e Reserva Legal (RL), atendendo os requisitos do novo Código Florestal brasileiro (Lei 12.651/2012). Além de restaurar áreas-chave já desmatadas, a regularização também vem interromper o desmatamento atual e futuro de atividades agropecuárias.

A regularização ambiental adota novas tecnologias e Boas Práticas Agrícolas (BPA) com o intuito de conciliar a produtividade agropecuária com a redução dos impactos ambientais e a promoção do desenvolvimento sustentável.

Recuperar e conservar as APPs e RL como atividades paralelas à produção, coloca o produtor numa condição de maior segurança ambiental e econômica, pois assegura o equilíbrio ambiental que é a base fundamental das atividades que desenvolve.

Conservar o solo, a água e a biodiversidade, portanto, passa a ser uma tarefa indispensável para que o produtor produza de forma sustentável e duradoura, garantindo que sua produção se mantenha dentro dos padrões exigidos pela legislação, pelo mercado e pela sociedade.

  • O processo se inicia com o mapeamento da propriedade rural, no qual é gerado um diagnóstico ambiental que aponta déficits ou excedentes de vegetação nas áreas de APP e RL.

  • O próximo passo é se inscrever no CAR (Cadastro Ambiental Rural) por meio do SICAR (Sistema de Cadastramento Ambiental Rural Federal), onde o produtor se compromete com o Programa de Regularização Ambiental (PRA) definido pelo Estado.

  • Se for necessário, então preenche o PRADA (Plano de Recuperação de Áreas Degradadas) e passa a receber apoio de técnico especializado, para implantar no campo as medidas necessárias para a recomposição das áreas degradadas e/ou desmatadas.

Status Ambiental nos munícipios
do Alto Teles Pires – MT

Brasnorte

Total
App Remanescente (Ha) 27.943,00
App Degradada (Ha) 3.712,00
App Total (Ha) 31.655,00
Reserva Legal Remanescente (Ha) 301.314,00
Reserva Legal Degradada (Ha) 232.905,00
Reserva Legal Total (Ha) 534.220,00
Propriedades Rurais (Ha) 1.040.883,00
Remanescente Excedente *(Ha) 44.023,00
Município (Ha) 1.595.900,00
*Remanescentes fora de APP e RL

Tapurah

Total
App Remanescente (Ha) 13.986,0
App Degradada (Ha) 875,00
App Total (Ha) 14.861,00
Reserva Legal Remanescente (Ha) 133.639,00
Reserva Legal Degradada (Ha) 107.830,00
Reserva Legal Total (Ha) 241.477,00
Propriedades Rurais (Ha) 421.438,00
Remanescente Excedente *(Ha) 6.786,00
Município (Ha) 160.000,00
*Remanescentes fora de APP e RL

Feliz Natal

Total
App Remanescente (Ha) 14.664,00
App Degradada (Ha) 639,00
App Total (Ha) 15.302,00
Reserva Legal Remanescente (Ha) 79.556,00
Reserva Legal Degradada (Ha) 38.225,00
Reserva Legal Total (Ha) 117.781,00
Propriedades Rurais (Ha) 606.469,00
Remanescente Excedente *(Ha) 65.838,00
Município (Ha) 1.144.800,00
*Remanescentes fora de APP e RL

Sorriso

Total
App Remanescente (Ha) 30.406,94
App Degradada (Ha) 2.481,96
App Total (Ha) 32.888,83
Reserva Legal Remanescente (Ha) 197.241,89
Reserva Legal Degradada (Ha) 287.039,76
Reserva Legal Total (Ha) 484.281,65
Propriedades Rurais (Ha) 879.817,59
Remanescente Excedente *(Ha) 211,50
Município (Ha) 934.600,00
*Remanescentes fora de APP e RL

Campos de Julio

Total
App Remanescente (Ha) 14.378,00
App Degradada (Ha) 1.833,00
App Total (Ha) 16.211,00
Reserva Legal Remanescente (Ha) 66.854,00
Reserva Legal Degradada (Ha) 56.746,00
Reserva Legal Total (Ha) 123.600,00
Propriedades Rurais (Ha) 615.474,00
Remanescente Excedente *(Ha) 114.822,00
Município (Ha) 680.400,00
*Remanescentes fora de APP e RL

Nova Mutum

Total
App Remanescente (Ha) 28.554,15
App Degradada (Ha) 2.431,31
App Total (Ha) 30.985,46
Reserva Legal Remanescente (Ha) 230.319,43
Reserva Legal Degradada (Ha) 190.066,42
Reserva Legal Total (Ha) 420.385,85
Propriedades Rurais (Ha) 885.362,31
Remanescente Excedente *(Ha) 3.118,46
Município (Ha) 953.800,00
*Remanescentes fora de APP e RL

Home

Sistema de Plantio Direto (SPD)

O que é?
Por que adotar?
É bom saber
Saiba Mais

Uma técnica que mantém o solo continuamente coberto por plantas em desenvolvimento — que podem gerar ganhos econômicos ao produtor — ou por restos vegetais de colheitas anteriores (palhada). O sistema associa a prática do abandono do preparo do solo com a rotação de culturas e a cobertura permanente do solo por essas plantas ou palhadas, que são aproveitadas como adubo. O solo não é revolvido, eliminando a necessidade de arado e grade, usados apenas para a linha ou na cova de semeadura.

O Plantio Direto nada mais é do que “o chapéu de palha do solo”, que ajuda a manter a umidade e facilita a absorção dos fertilizantes no solo.

  • Não precisa de preparo prévio do solo (cultivo mínimo), safra após safra, continuamente.
  • A cobertura protege a terra do impacto da chuva, aumenta a retenção da água no solo, evita o escoamento superficial e a perda de nutrientes pela erosão e o consequente assoreamento de rios e lagos.
  • Preserva o carbono do solo, pois reduz a decomposição da matéria orgânica, mantendo-o úmido e protegido, em condições mais adequadas de temperatura.
  • Aproveita melhor o uso de fertilizantes e potencializa a floculação e a agregação do solo.
  • Estimula a atividade biológica do solo e o controle biológico de pragas, plantas daninhas e doenças.
  • A terra se mantém fértil e oferece maior produtividade, com menor uso de defensivos, mão-de-obra, máquinas e combustíveis.
  • Reduz a erosão e a contaminação ambiental e assegura maior renda ao produtor rural, mantendo uma produção mais estável se comparado aos tradicionais métodos de manejo do solo.

Vários fatores como o tipo de solo e de clima regional influenciam nas vantagens e desvantagens do SPD. Para aumentar sua eficiência, ele deve ser adaptado para cada região. Ao longo da sua implantação, os agricultores vão entendendo melhor os fatores que influenciam sua eficiência e adotando as melhores práticas para potencializar o sistema.

Outro fator é que antes de se implantar o SPD, devem ser eliminadas a compactação ou camadas mais duras do solo, já que o sistema não permite o revolvimento da terra. As seguintes ações são importantes:

  • Homogeneização da superfície do terreno, eliminando sulcos ou valetas.
  • Correção da acidez do solo antes do plantio.
  • Nivelamento da fertilidade entre média e alta.
  • Controle das plantas daninhas e eliminação das perenes.
  • Cobertura de, pelo menos, 80% da superfície do solo, representando um mínimo de 4 a 6 toneladas por hectare por ano, variando de região para região em função das condições climáticas. A rotação de culturas, quando aplicada em conjunto com o SPD, deve garantir a formação desta quantidade mínima de palhada.
  • Capacitação dos produtores e da mão-de-obra permite uma melhor condução da complexidade do sistema.
  • Federação Brasileira de Plantio Direto e Irrigação: www.febrapdp.org.br.
  • Embrapa – Publicação “Palha: fundamento do Sistema de Plantio Direto”1: www.embrapa.br.
  • Globo Rural – Reportagem em vídeo “Técnica do plantio direto alia produção com preservação de terra”: www.globoplay.globo.com/v/2368859/

1 Palha: fundamento do Sistema de Plantio Direto. Heckler, J. C.; Salton, J. C. Embrapa Agropecuária Oeste, 2002.

Sistema de Plantio Direto (SPD)

Rotação de Culturas

O que é?
Por que adotar?
É bom saber
Saiba Mais

Uma técnica que consiste em alternar espécies vegetais, de forma regular e ordenadamente, numa mesma área agrícola ao longo do tempo. A seleção das espécies que serão cultivadas e do sistema de rotação deve ser flexível, de forma que atenda às características regionais, assim como as intenções e perspectivas de comercialização dos produtos.

A alternância de culturas numa mesma área de produção agrícola é uma das maneiras mais efetivas para a preservação do solo, pois:

  • Melhora suas propriedades físicas, químicas e biológicas.
  • Contribui com o controle de ervas daninhas, doenças e pragas, trazendo ainda ganhos econômicos.
  • Diversifica a produção agrícola.
  • É uma forma de cultivo ambientalmente positiva, pois influi na recuperação, manutenção e melhoria das condições do solo.
  • Permite uma produtividade mais elevada, repondo resíduos orgânicos e ainda protegendo o solo dos agentes climáticos.
  • Evita a ocorrência de degradação física, química e biológica da terra, como ocorre no sistema contínuo de sucessão ou nas monoculturas.
  • Favorece melhores resultados para o sistema de Plantio Direto.

A rotação de culturas é uma forma particular da “sucessão de culturas”, mas esta última não implica em ordenamento e regularidade das espécies empregadas. Outra diferença entre a rotação e a sucessão é que na primeira, duas ou mais espécies ocupam um mesmo espaço em anos diferentes, mas numa mesma estação. Já a sucessão faz o cultivo de duas ou mais espécies no mesmo espaço, em períodos diferentes, a exemplo do milho (safra) e do milho (safrinha).

A área da rotação de culturas deve ser dividida em tantas frações quantos forem os anos em que ocorrerá o ciclo de rotação. Para aumentar a capacidade produtiva da terra e obter mais eficiência, deve-se considerar culturas de plantas comerciais, priorizando, quando possível, a associação daquelas com rápido desenvolvimento e que produzam elevadas quantidades de biomassa. Podem ser cultivadas isoladamente ou em consórcio com outras culturas comerciais. Quanto mais diversificados os sistemas de rotação, melhor é a possibilidade de incorporação de matéria orgânica, fósforo e potássio no solo.

Segundo especialistas, sempre que possível, deve-se fazer a rotação com objetivos plurianuais de, no mínimo, cinco anos. A flexibilidade do sistema também é um aspecto muito importante, pois existem frequentes flutuações de mercado e por esta razão é necessário dispor de outras alternativas de cultura.

No sistema são fundamentais pelo menos dois tipos de plantas: 1) as fixadoras de nitrogênio do ar, para diminuir os custos, e 2) as espécies com palha persistente, com o intuito de proteger o solo.

Também é necessário que o produtor rural utilize outras tecnologias disponíveis, tais como técnicas de controle de erosão, calagem, adubação, qualidade de sementes e seu tratamento, época adequada e densidade de semeadura, cultivares adaptadas, assim como o controle de pragas, doenças e plantas daninhas.

  • Embrapa – Publicação “Rotação de culturas em plantio direto”2: www.embrapa.br.
  • Embrapa – Publicação “Estratégia de rotação de culturas em iLPF”3: www.embrapa.br.
  • Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (ESALQ/USP) – Publicação “Rotação de Culturas: princípios, fundamentos e perspectivas – Série Produtor Rural nº 43”4: www.esalq.usp.br.

2 Rotação de culturas em plantio direto. Santos, H. P. dos; Reis, E. M. Embrapa Trigo, 2001. 3 Estratégia de rotação de culturas em iLPF. Wruck, F. J. Embrapa Agrossilvipastoril, 2013. 4 Rotação de Culturas: princípios, fundamentos e perspectivas. Minami, K.; Negrini, A. C.; Torquetto, S. M. Piracicaba: ESALQ, 2009.

Rotação de Culturas

Consorciação de Culturas

O que é?
Por que adotar?
É bom saber
Saiba Mais

Também chamada de sistema de cultivo múltiplo ou policultivo, essa técnica consiste na plantação de mais de um tipo de semente ao mesmo tempo e, em uma mesma área. As espécies cultivadas possuem diferentes ciclos e, não necessariamente precisam ser semeadas ao mesmo tempo. Amplamente aplicável nas regiões tropicais, a consorciação de culturas é adotada principalmente por pequenos produtores.

  • Promove maior estabilidade da produção, melhora a utilização do solo e a exploração de água e nutrientes.
  • Otimiza o uso da mão-de-obra.
  • Melhora a eficiência do controle de plantas daninhas.
  • Aumenta a proteção do solo contra erosão.
  • Propicia mais de uma fonte de renda e de alimento aos produtores.
  • Maximiza a utilização dos recursos ambientais e da área.
  • É uma tecnologia bastante acessível e possibilita um maior ganho, tanto pelos efeitos da interação entre as culturas ou compensação de uma sobre a outra, quanto pelo menor impacto ambiental proporcionado.

O inter-relacionamento das culturas pode trazer os seguintes resultados:

  • Inibição mútua, nos casos em que o rendimento das mesmas for menor do que o esperado.
  • Cooperação mútua, quando o rendimento superar as expectativas.
  • Compensação, nos casos em que uma cultura tem maior rendimento sobre a outra.

Com relação à eficiência dos sistemas em consórcio, a complementaridade entre as culturas é um aspecto importante. Pode-se reduzir a competição entre elas por meio da escolha de culturas que possuem demandas diferentes no tempo pelos recursos ambientais. O aproveitamento da luz, por sua vez, dependerá do tipo vegetal das culturas, que também tem influência no aproveitamento da água e dos nutrientes disponíveis.

O desenho das combinações espaciais e temporais das culturas em uma determinada área define o tipo do manejo para o sistema consorciado. Os arranjos espaciais, por exemplo, podem assumir diferentes formas, como em faixas (linhas), mistos (sem definição de fileiras), parcelas em mosaicos, linhas alternadas e culturas de cobertura.

Um exemplo de estratégia de consórcio pode ser o cultivo de uma planta com raízes profundas junto ao cultivo de uma planta com raízes curtas. Outro seria o cultivo de uma planta que demanda maior incidência solar (mais alta), junto a outra cultura que necessite de sombra parcial (mais baixa). Também, a semeadura de plantas de crescimento rápido em conjunto com aquelas de crescimento lento, de forma que a de crescimento rápido possa ser colhida antes.

5 Consórcio Milho-Braquiária. Ceccon, G. Editor Técnico. Brasília: Embrapa, 2013.

Consorciação de Culturas

Sistemas de Integração
Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF)

O que é?
Por que adotar?
É bom saber
Saiba Mais

São sistemas de produção sustentável que integram as atividades agrícolas, pecuárias e/ou florestais numa mesma área, e culturas sucessivas, rotativas ou consorciadas, de modo a obter benefícios em todas as atividades. A técnica pode ser utilizada por meio de quatro modalidades de sistemas: 1) integração Lavoura-Pecuária (iLP ou Agropastoril); 2) integração Lavoura-Pecuária-Floresta (iLPF ou Agrossilvipastoril); 3) integração Pecuária-Floresta (iPF ou Silvipastoril); e 4) integração Lavoura-Floresta (iLF ou Silviagrícola).

  • Qualquer produtor pecuarista e/ou agrícola pode adotá-los, sem quaisquer problemas em relação ao porte do estabelecimento rural, desde que as condições do solo e do clima não restrinjam a viabilidade.
  • É uma técnica que visa melhorar o aproveitamento dos ciclos biológicos das plantas e dos animais, dos insumos e dos resíduos gerados pelas atividades.
  • Busca não apenas potencializar a qualidade dos produtos e do ambiente no qual são produzidos, mas também torná-los mais competitivos.
  • A produtividade e a rentabilidade — grãos, fibras, carne, leite e produtos madeireiros e não madeireiros — são aumentadas pela intensificação da produção. A diversificação proporciona renda mais estável aos produtores.
  • Reduzem a pressão para a conversão de novas áreas.
  • Melhoram e intensificam a ciclagem dos nutrientes do solo, assim como aperfeiçoam sua qualidade e a conservação de seus aspectos produtivos.
  • Mantêm a biodiversidade e a sustentabilidade da agropecuária.
  • Otimizam a utilização dos recursos naturais.
  • Reduzem a sazonalidade do uso de mão-de-obra.
  • São flexíveis, podendo se adaptar a diferentes contextos produtivos.

Para a adoção dos Sistemas Integrados de Produção são necessários investimentos em estrutura, em pessoas e em conhecimento. A adoção de uma das estratégias (iLPF, iLP, iLF ou iPF) depende dos aspectos da região e do estabelecimento rural, considerando mercado, logística, clima, relevo, vocação natural da propriedade, disponibilidade de maquinário, entre outros.

O melhor aproveitamento da mão-de-obra, menor demanda por defensivos agrícolas e ganhos em produtividade nas pastagens e lavouras reduzem os custos para o produtor no decorrer dos anos de uso dos sistemas de integração.

Nos casos particulares que envolvem a pecuária, em especial o iLP, os sistemas:

  • Contribuem com a recuperação ou a reforma de pastagens degradadas.
  • Melhoram as condições físicas e biológicas do solo com a pastagem na área de lavoura, pois deixam boas quantidades de palha sobre o solo e aumentam a infiltração de água quando dessecada, adicionando matéria orgânica.
  • Quando a lavoura é cultivada nas áreas de pastagens degradadas, tende-se a recuperar a fertilidade do solo pela correção química e de adubação necessárias às lavouras, aumentando a oferta de nutrientes residuais para o pasto e, assim, o potencial produtivo da pecuária.
  • A pastagem reformada ou recuperada auxilia melhor na dieta dos animais e os grãos produzidos na propriedade podem ser utilizados na produção da própria ração, diminuindo a dependência de insumos externos.

Sistemas de Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF)

Fixação Biológica de Nitrogênio (FBN)

O que é?
Por que adotar?
É bom saber
Saiba Mais

Uma alternativa tecnológica que visa melhorar a produtividade agrícola e pecuária, ao passo que reduz a emissão de Gases de Efeito Estufa (GEE), diminuindo os efeitos das mudanças climáticas provocados pela produção rural. É uma técnica que se utiliza da incorporação do nitrogênio disponível no ar, no mecanismo de nutrição das espécies vegetais, por meio de um processo natural de interação entre planta e bactérias. É um processo em que alguns gêneros de bactérias conseguem captar o nitrogênio do ar, permitindo que seja assimilável pelas plantas. Busca-se a formação dos chamados “nódulos”, que são típicas estruturas das raízes, nos quais as bactérias se alojam e promovem a captura e a fixação do nitrogênio atmosférico.

  • Fornece alimento às culturas.
  • Reduz impactos ambientais como a poluição de rios, lagos e aquíferos por nitrato.
  • Reduz as emissões que impactam negativamente nas mudanças climáticas - estima-se que entre 40% e 50% das emissões totais são decorrentes do uso de fertilizantes nas lavouras.
  • Dependendo da situação, a FBN também promove o sequestro de carbono atmosférico.
  • Reduz os custos para o agricultor devido ao menor uso de adubos nitrogenados.
  • Aumenta a produtividade, principalmente em solos que apresentam deficiência na disponibilidade de nitrogênio.

A FBN nasceu a partir da pesquisa voltada à adaptação de espécies cultivadas em condições tropicais, como alternativa mais sustentável em termos de custos financeiros e impactos ambientais, para a substituição total ou parcial da adubação nitrogenada.

Apesar de muitas espécies vegetais possuírem uma natural capacidade de associação com bactérias fixadoras do nitrogênio, é possível melhorar a eficiência de fixação deste elemento com o uso de bactérias específicas e mais eficientes para o processo, de acordo com pesquisas que isolaram bactérias com alta capacidade de fixação. Tais bactérias são comercializadas nos inoculantes ou sementes já inoculadas.

A tecnologia depende de pesquisas para cada cultura específica. Já existem pesquisas com resultados consolidados sobre a identificação de dezenas de bactérias capazes de fornecer o nitrogênio a plantas como feijão, soja, alfafa, amendoim forrageiro, algaroba, milho, trigo, arroz, entre outras, incluindo aquelas ainda em fase de testes. Segundo a Embrapa, o exemplo com maior impacto econômico para o país é o da soja, cujo sucesso da cultura no Brasil está relacionado à FBN. Outro exemplo é o do feijão, para o qual pesquisas apontam que a aplicação da técnica vem permitindo o dobro de rendimentos em relação à média nacional.

Fixação Biológica de Nitrogênio (FBN)

Adubação Verde

O que é?
Por que adotar?
É bom saber
Saiba Mais

Uma técnica de utilização de determinadas plantas para melhorar os aspectos físicos, químicos e biológicos do solo. A adubação verde torna o solo mais fértil e, consequentemente, mais produtivo, aliando sustentabilidade à eficiência da produtividade. O aumento da eficiência é feito por meio de técnicas agronômicas específicas que empregam a cobertura vegetal, viva ou morta, de modo incorporado ou não ao solo.

  • Aumenta a matéria orgânica no solo, permitindo a melhoria das suas propriedades físicas, químicas e biológicas.
  • Estimula a atividade microbiana e, em decorrência, reduz o potencial de agentes patogênicos que vivem no solo, a exemplo de fungos, bactérias e nematoides.
  • Interrompe o ciclo vegetativo de várias espécies que formam a vegetação espontânea, pois as impedem que produzam e lancem no solo suas sementes e propágulos vegetativos, ao passo que perdem parcialmente sua viabilidade devido ao impedimento à germinação e desenvolvimento.
  • Promove menor infestação de espécies vegetais concorrentes em culturas subsequentes.
  • Reduz custos, pois diminui a demanda por insumos externos e é uma prática que combate o esgotamento de nutrientes do solo.
  • Reduz o consumo de fertilizantes convencionais, pois o produtor pode criar e manter seu próprio banco de sementes.
  • Protege o solo contra a erosão causada pelas chuvas.
  • Mantém elevadas taxas de infiltração.
  • Promoção da aeração e estruturação de partículas do solo pelo sistema radicular que rompe camadas adensadas.
  • Redução da lixiviação e aumento da reciclagem de nutrientes.
  • De acordo com os ciclos de crescimento, épocas de semeadura e sistemas de cultivo, são diversas espécies que aumentam a qualidade do solo e podem fornecer sementes, fibras e alimentos ao homem, bem como forragem aos animais, com menos impactos ambientais decorrentes das atividades agrícolas.

6 Manejo de adubos verdes no cerrado. Carvalho, A. M. et al. Circular Técnica. Planaltina: Embrapa Cerrados, 1999.

Adubação Verde

Manejo Integrado de Pragas (MIP)

O que é?
Por que adotar?
É bom saber
Saiba Mais

O MIP é uma estratégia voltada à redução do uso de agroquímicos nas culturas, por meio de diferentes métodos de controle integrados, fazendo com que as plantas possam resistir naturalmente às pragas e às doenças, ao mesmo tempo em que preservam os organismos benéficos presentes em seus sistemas. Na prática do MIP, é priorizado o uso integrado de métodos não químicos ou alternativos, como feromônios, biopesticidas, eliminação de hospedeiros alternativos, retirada e queima das partes vegetais afetadas, entre outros.

  • A aplicação de agroquímicos pode ser necessária para controlar pragas, como por exemplo, insetos prejudiciais à lavoura, mas a longo prazo pode ocasionar diversos impactos no meio ambiente, na saúde dos trabalhadores rurais e na saúde dos consumidores.
  • Busca manter a densidade populacional de organismos que causam impactos negativos nas culturas abaixo dos níveis de danos econômicos ao produtor.
  • Minimiza a contaminação dos alimentos, lençol freático e outros recursos ambientais, principalmente a água, pelo menor uso de defensivos químicos.
  • Os defensivos são utilizados de forma muito controlada e apenas como última alternativa ao controle de pragas e doenças.
  • Permite que os próprios inimigos naturais dos agentes prejudiciais às culturas permaneçam na plantação agindo sobre eles, de modo a favorecer o equilíbrio natural da área.

Lorem ipsumn dolor

Manejo Integrado de Pragas (MIP)

Terraceamento

O que é?
Por que adotar?
É bom saber
Saiba Mais

Um método mecânico de conservação do solo que objetiva reduzir a velocidade do escoamento da água das chuvas, e assim, a erosão do solo. Trata-se da construção de terraços com o próprio solo, de modo a formar obstáculos físicos que parcelam o comprimento da rampa em áreas de declive, diminuindo o escoamento superficial e aumentando a infiltração da água no solo. Cada terraço é, portanto, uma estrutura constituída por um canal e um camalhão (dique). Os terraços podem também ser projetados para conduzir o escoamento das águas até leitos de drenagem natural ou artificial.

  • Reduz a erosão agrícola dos solos, cujo processo de desagregação e carregamento de suas partículas pela água das chuvas os empobrece em nutrientes, em matéria orgânica, bem como removem a própria camada superficial de terra.
  • Evita o carreamento de fertilizantes e defensivos agrícolas, minimizando custos e perdas de produtividade para o produtor. A lixiviação dos agroquímicos contamina recursos hídricos, assoreia e degrada rios, lagos e aquíferos, prejudicando a qualidade e a disponibilidade desses recursos.
  • Aumenta o aproveitamento da água da chuva, demandando menores custos de irrigação, uma vez que aumenta o tempo de infiltração e ainda potencializa o reaproveitamento da água retida.
  • Promove a recarga do aquífero, elevando o nível de água no interior do solo e favorece a vazão de nascentes e o nível dos mananciais.

Para se obter segurança e eficiência no controle da erosão, uma vez que os custos de construção e manutenção do sistema de Terraceamento são relativamente altos, é necessário estudar criteriosamente as condições climáticas locais, solo, sistemas de cultivos, tipos de culturas, declividade do terreno e disponibilidade de equipamentos.

Embora os terraços sejam recomendados principalmente para áreas com declividade entre 6% e 12%, eles também podem ser usados em declives menores ou maiores do que este intervalo, em função da intensidade das chuvas e da suscetibilidade do solo à erosão. O mais importante é que o produtor não os implemente isoladamente. É preciso associá-los a outras práticas conservacionistas, como rotação de culturas e tantas outras que têm a função de preservar a qualidade do solo.

O produtor deve buscar orientação sobre os tipos de terraços existentes e definir os que são mais aplicáveis à sua propriedade, os locais de implantação e espaçamentos necessários entre si, bem como os processos periódicos de manutenção exigidos.

7 Resck, D. V. S. A conservação da água via terraceamento em sistemas de plantio direto e convencional no Cerrado. Circular Técnica. Embrapa Cerrados: Planaltina, 2002.

Terraceamento

Manutenção de estradas rurais

O que é?
Por que adotar?
É bom saber
Saiba Mais

Um conjunto de práticas destinadas à recuperação e à conservação das estradas rurais não-pavimentadas com o objetivo de diminuir a ocorrência da erosão causada pelo escoamento da água da chuva. As estradas rurais são aquelas utilizadas para o transporte de pessoas, de insumos para as propriedades e para o escoamento da produção agropecuária.

  • Estradas rurais em más condições representam aumento dos custos de transporte e interferem na qualidade dos produtos transportados, gerando perdas econômicas para os produtores e prejuízos para o desenvolvimento das regiões rurais. A erosão ocorre pelo arraste de sedimentos da estrada pela água das chuvas, provocando o assoreamento de nascentes, rios e mananciais e a degradação dos recursos hídricos. Também potencializa deslizamentos e quedas de barreiras, agravando as condições ambientais da região.
  • A manutenção adequada das estradas rurais permite maior controle da velocidade de escoamento superficial da água das chuvas.
  • Aumenta a infiltração da água no solo e a recarga dos aquíferos, contribuindo para a garantia da disponibilidade e da qualidade das águas que servem a agricultura e a pecuária local.

Para se manter uma boa drenagem, é importante implantar lombadas, drenos laterais e abaulamento do leito da estrada para evitar acúmulo de água no centro e conduzi-la para as margens. Também devem ser equipadas com sarjetas, caixas de retenção, leiras e áreas marginais vegetadas, “bigodes” (terraços de escoamento), barraginhas, bueiros associados a caixas coletoras e outros dispositivos dissipadores da água e da respectiva energia de escoamento.

Manutenção de estradas rurais

Barraginhas

O que é?
Por que adotar?
É bom saber
Saiba Mais

São reservatórios em forma de bacias (pequenos açudes), escavados no terreno e destinados à captação de enxurradas. Elas fazem com que a água da chuva armazenada se infiltre no solo, recarregando e aumentando o nível do lençol freático.

  • Aumentam a disponibilidade de água na região.
  • Reduzem a falta d´água em épocas de estiagens mais prolongadas.
  • Contêm a erosão, preservando os terrenos e evitando o assoreamento de córregos, rios e lagos.
  • Promovem o aproveitamento mais eficiente de chuvas irregulares e intensas, desde que não contaminadas com adubos, esterco e pesticidas, sendo possível integrá-las com lagos impermeabilizados para múltiplo uso, como criadouros de peixes, reservatórios para abastecimento, irrigação e até bebedouros para o gado.
  • Umedecem as baixadas, favorecendo as culturas agrícolas.
  • Revitalizam rios e lagos pelo maior volume de recarga do lençol freático.
  • Ajudam a recuperar áreas degradadas.
  • Podem ser adotadas com baixos investimentos.
  • Melhoram a paisagem agrícola e a qualidade de vida dos pequenos produtores.

As barraginhas devem ser escavadas em locais estratégicos das propriedades e também nas margens de estradas próxima, podendo também operar junto aos terraços para reduzir o volume e a velocidade das enxurradas. Assim, diminuem o escoamento superficial, a erosão do solo e a degradação dos recursos hídricos. Ao mesmo tempo, aumentam a umidade do solo, a oferta e a qualidade da água na superfície.

  • Embrapa – Publicação “Integração entre Barraginhas e lagos de múltiplo uso: o aproveitamento eficiente da água de chuva para o desenvolvimento rural”: www.embrapa.br.
  • Embrapa – Publicação “ABC da Agricultura Familiar – Barraginhas – Água de chuva para todos”: www.ainfo.cnptia.embrapa.br.

Barraginhas

Agricultura de Precisão

O que é?
Por que adotar?
É bom saber
Saiba Mais

Um sistema de gerenciamento agrícola que adota um manejo integrado de informações e tecnologias, levando em conta os aspectos espaciais e temporais da produção que ocorrem nas áreas geograficamente referenciadas da propriedade rural. Esse sistema permite maior racionalidade na exploração da produção, otimização do uso dos insumos, aumento da lucratividade e da sustentabilidade, assim como a diminuição dos impactos ambientais.

  • Pode ser utilizada por pequenos, médios e grandes produtores.
  • É uma prática que não se limita a uma determinada cultura ou região, podendo ser aplicada em qualquer propriedade.
  • Considera as variabilidades existentes na área de cultivo para otimizar o uso de recursos.
  • Permite a gestão da propriedade rural em relação à utilização de insumos, nas quantidades, nos locais e nos momentos mais adequados de modo a aumentar a produtividade e a sustentabilidade.
  • Busca o gerenciamento sistêmico da produção agrícola, envolvendo todos os processos da produção.
  • Permite redução de custos da produção, pois reduz ou evita desperdícios de insumos e recursos (combustíveis, defensivos e fertilizantes, por exemplo), trazendo não apenas benefícios econômicos, mas também ambientais.
  • Auxilia na uniformização da produtividade por meio da correção de fatores causadores da variabilidade.
  • Oferece ferramentas apropriadas para otimização do uso de insumos, quando adotadas medidas de gestão adaptadas à realidade de cada produtor.
  • Possibilita conhecimento mais amplo da produção, viabilizando melhores tomadas de decisão por parte dos produtores.

A AP se utiliza de ferramentas tecnológicas que reúnem equipamentos, instrumentos, sensores para medidas e para a detecção de parâmetros ou de alvos de interesse (pragas, doenças, plantas, solos), sistemas computacionais, GNSS (Global Navigation Satellite System), SIG (Sistema de Informações Geográficas). Como também de métodos que possibilitam a obtenção de dados referentes à cada subdivisão da área e suas necessidades de irrigação, manejo do solo, aplicação de defensivos, entre uma infinidade de outros objetivos.

Com este conjunto de informações, o produtor pode tomar melhores decisões sobre intervenções individuais “metro a metro” da área de cultivo, a exemplo da aplicação mais precisa de insumos, evitando desperdícios, minimizando impactos ambientais e aumentando sua produtividade em relação à aplicação uniforme na área como um todo.

Agricultura de Precisão

Manejo da Água de Irrigação

O que é?
Por que adotar?
É bom saber
Saiba Mais

Derivada direta da Agricultura de Precisão, é a prática de se prover água às plantas em quantidades suficientes, de forma a proporcionar aumento da produtividade e da qualidade da produção, minimizar desperdícios e o carreamento de nutrientes e evitar a degradação ambiental. A irrigação é executada de forma sistemática e planejada para o armazenamento de água no solo e em intervalos que atendam à demanda mais exata possível deste recurso pelas plantas cultivadas.

O manejo da água de irrigação prevê ações de melhorias técnicas que contemplam a adoção de sistemas de irrigação mais avançados, tais como a aspersão, a microaspersão, o gotejamento e a utilização conjunta de águas superficiais e subterrâneas, incluindo meios de monitoramento, análise e tomada de decisão sobre a demanda necessária de água pelas plantas. A Irrigação de Precisão proporciona:

  • Redução do estresse hídrico na cultura, ou seja, a falta ou o excesso de água.
  • Diminuição de perdas de fertilizantes.
  • Redução de doenças do solo e das partes aéreas das plantas.
  • Lixiviação controlada de sais, mantendo a salinidade dentro de limites aceitáveis na zona radicular das plantas.
  • Redução de inconvenientes relativos ao encharcamento do solo, como problemas de aeração e necessidade de drenagem.
  • Maior produtividade e qualidade das culturas e produtos, bem como a melhoria da qualidade das águas que abastecem a irrigação.
  • Diminuição da erosão dos solos pelo menor escoamento superficial.
  • Menores custos com água, energia, mão-de-obra, defensivos agrícolas e manutenção dos sistemas irriga.ntes, com possível aumento de retorno do investimento pelo incremento da receita bruta.
  • Aumento da área irrigada, sobretudo em períodos secos, devido à economia de água.

Na atividade de agricultura irrigada há uma preocupação crescente com o uso eficiente da água, em função do aumento de sua escassez, não apenas em quantidade, mas no que se refere à sua qualidade, o que torna crítica a competição entre todos os setores que dependem do recurso. Especialistas alertam que a irrigação no Brasil ainda ocorre desordenadamente, resultando num desperdício significativo.

As estimativas indicam que a água utilizada pelas plantas não ultrapassa mais do que 50% de toda a água captada para a irrigação. Os motivos deste desperdício são muitos, mas os principais são o baixo ou nenhum uso de critérios técnicos de manejo, poucas e/ou incompletas informações sobre padrões de manejo e uso de sistemas de irrigação ineficientes.

A baixa eficiência de irrigação aumenta os custos da produção agrícola e compromete a disponibilidade e a qualidade da água, refletindo-se numa insustentabilidade econômica e socioambiental das atividades agrícolas

Manejo da Água de Irrigação

Muvuca para restauração de APP

O que é?
Por que adotar?
É bom saber
Saiba Mais

A Muvuca é o plantio mecanizado de sementes de várias espécies nativas de uma só vez, como técnica utilizada para restaurar áreas degradadas, incluindo Áreas de Preservação Permanente (APP). Em comparação com o plantio tradicional com mudas, a técnica da Muvuca tem apresentado resultados bastante favoráveis na região Oeste da Bahia, gerando redução significativa de custos por hectare e de maior praticidade, tornando o processo de restauração de APP economicamente viável, sobretudo para os pequenos produtores.

Porque é necessário restaurar as APP degradadas à luz do novo Código Florestal, e além disso a mata ciliar recuperada minimiza o escoamento superficial do solo, controla o regime hídrico, ajudando a equilibrar o volume e a qualidade da água dos rios e lagos. Dependendo da situação da propriedade, a restauração por meio de técnicas tradicionais pode ter custos elevados que impedem a atividade de adequação ambiental à legislação vigente. Por outro lado, experiências com a técnica da Muvuca, que lança na terra uma mistura de sementes de vegetação nativa e grãos, tem demonstrado ser uma ótima alternativa de restauração a custos mais baixos.

  • Requer menos manutenção que o plantio de mudas.
  • O custo do reflorestamento pode ficar até 50% menor do que por meio de técnicas convencionais, principalmente quando o produtor consegue mecanizar a atividade de restauração com máquinas da própria propriedade.
  • Podem ser utilizados os mesmos equipamentos utilizados para o plantio de soja e milho, por exemplo.
  • Maior rapidez nas atividades de plantio.
  • Redução de perdas das espécies, principalmente em épocas de estiagem, em relação ao plantio com mudas.
  • Cria oportunidades de geração de renda extra as famílias do campo, que podem participar de redes de coletores de sementes nas comunidades rurais.
  • Viabiliza a restauração de áreas degradadas, APP (nascentes, matas ciliares e encostas), melhorando a qualidade da água, do solo e da biodiversidade.

A mistura de sementes de várias espécies assegura uma restauração com maior diversidade, um maior enriquecimento e melhor proteção do solo, reduzindo a necessidade de maiores intervenções pelo estímulo à sucessão ecológica natural. Além disso, a demanda por sementes nativas aumenta o valor das espécies, potencializando sua preservação.

A Muvuca pode se utilizar de misturas de sementes nativas do Cerrado como Ipê, Baru e Ingá, por exemplo, com sementes agrícolas como a crotalária, o milheto, o feijão catador e guandu.

O plantio da mistura de sementes, grãos e areia8 é realizado a lanço, por máquinas que trabalham com esteiras, em áreas já subsoladas. Logo após a semeadura, o terreno plantado deve ser gradeado.

8 Terra, serragem ou areia podem ser utilizados como substrato para homogeneizar o volume da Muvuca para uso no maquinário.

Muvuca para restauração de APP